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No Internacional do Gamer: as histórias, os botões e a vontade de seguir jogando
A gente aperta botões. Segura R2. Pula com X. Gira a câmera. Morre. Recomeça. Avança. Salva. Zera.
Mas por quê?
Hoje, no Dia Internacional do Gamer, vale parar por um instante e pensar com carinho nessa pergunta que nos acompanha desde os primeiros controles: por que ainda jogamos videogame?
Talvez a resposta não seja simples e, ainda assim, ela sempre me persegue. É um sentimento que se transforma com o tempo. Às vezes começa com um simples “pra passar o tempo”, e, quando a gente percebe, virou abrigo. Virou memória. Virou linguagem.
Esse ano, o jogo que mais me pegou foi Gears of War Reloaded. Não só pelos gráficos ou pela ação, mas porque me fez lembrar de uma época em que os jogos pareciam mais simples, ou talvez fosse a minha vida que fosse. Jogar isso me trouxe uma paz difícil de explicar. Eu jogo porque me divirto, vivo histórias impactantes e, no fim do dia, encontro um tipo de tranquilidade que só os games conseguem trazer.

E não sou só eu. Aqui no MeuPlayStation, cada pessoa carrega sua própria resposta. E todas elas têm algo de verdadeiro.
A Tatiane me contou que joga porque os games conseguem tornar a vida mais leve. “Me tiram até da bad mais pesada“, ela disse. Em Death Stranding 2, ela viveu uma daquelas histórias que a gente jamais sonharia… até o jogo nos entregar.
O Hugo joga pra relaxar, pra conversar com o pessoal, mas também se conecta forte com a experiência. Pra ele, Call of Duty: Black Ops 6 foi marcante, principalmente pelo modo zombies. Jogar virou sinônimo de descontrair com os amigos.
O Murilo vê nos jogos a forma mais poderosa de experienciar uma história. Diferente de um filme ou série, o jogo exige sua atenção, sua interação, te coloca dentro do mundo. Ele também escolheu Death Stranding 2 como o favorito do ano. A sequência perfeita de um dos jogos mais importantes da vida dele, embora seus gostos sejam muito duvidosos.
O Rapha também tem uma visão única. Ele joga pra se entreter, mas também pra aprender. Não é fuga da realidade. É um jeito de viver histórias criativas que me ensinam sobre o mundo real. E mais uma vez, Death Stranding 2 foi a escolha.

O Thiago decidiu elaborar mais. Me contou que, claro, é uma figura de linguagem, mas ele se lembra até hoje do primeiro contato com os games. Tinha uns 3 anos e estava no aniversário de algum conhecido da família, que tinha um Master System com Alex Kidd. Ele ficou encantado, mesmo sem entender nada. Pouco depois, ganhou um Dynavision, e lembra bem de jogar Pac-Man. Desde então, tudo foi muito natural. Veio o Mega Drive, que é o primeiro do qual ele tem lembranças fortes, como jogar Mortal Kombat com a mãe ou o FIFA 97, que tinha modo futsal. Depois vieram o Super Nintendo, PlayStation, Nintendo 64, computador, PS3, PS4, Nintendo Switch e o PS5. Ele disse que nasceu jogando, cresceu jogando e acha que vai morrer jogando e gastando dinheiro em pack do Ultimate Team do agora EA Sports FC. É parte dele.
Já o Daniel Oliveira compartilhou algo mais diferente. Disse que começou a jogar como uma forma de escapar de uma realidade difícil. Hoje, joga não porque a vida esteja ruim, mas porque o dia a dia é exaustivo (desculpe, se faço seus dias mais difíceis…prometo piorar). Os games ajudam a aliviar esse peso. Os favoritos dele de 2025 até agora são Donkey Kong Bananza, Doom Dark Ages e Gears Reloaded.
Se você reparar bem, cada história aqui fala sobre o mesmo ponto de partida. A gente joga porque precisa. Porque existe algo na jornada, no desafio, no botão apertado, que nos conecta com a gente mesmo.
E não é só sobre diversão, embora ela nunca falte. É sobre pertencer, lembrar, aprender, relaxar, fugir, encontrar, se emocionar. A ciência já começa a entender que os videogames ativam sistemas complexos no cérebro, ligados à recompensa, à memória afetiva e ao fluxo mental, aquele estado mágico em que o tempo simplesmente desaparece. É como meditar com os olhos abertos (ou quase isso!).
Jogar videogame é viver outras vidas sem deixar de viver a sua. É pausar o mundo lá fora pra apertar play dentro de você.
E você?
Por que ainda joga videogame?
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