Assassin’s Creed Black Flag Resynced: vale a pena?
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The Technomancer se apresenta como uma promissora aposta para o gênero de RPG-ação. Desenvolvido pela Spider Games e publicado pela Focus Home Interactive, o game tenta convencer pelo enredo intrigante ao mesmo tempo que em aspira inovar no segmento.
O título leva os jogadores a um futuro onde o planeta vermelho, Marte, é colonizado pelos seres humanos. Contudo, uma série de eventos (para não revelar spoilers) faz com que a comunidade divida-se entre rebeldes.
A ruptura provoca, entre muitas coisas, a escassez de recursos naturais, tornando o convívio em uma luta por sobrevivência.
Neste ponto, somos apresentados ao combatente recém treinado Zacharian Mancer, um Technomancer. Technomancers são seres dotados de uma capacidade especial de manipular impulsos elétricos. Com esta habilidade singular, tais indivíduos têm uma poderosa arma em mãos.
Uma parte bastante ampla da experiência está relacionada aos combates. O personagem principal pode dominar diversos estilos de luta e utilizar bastões, escudos, facas e claro, a própria Technomancia.
Fica a cargo do jogador escolher a técnica que melhor se aplica em cada uma das ocasiões ou em determinados momentos, sempre considerando as características dos oponentes.

Como todo RPG que se preze, a exploração e coleta de itens é fundamental para o progresso, desenvolvimento de habilidades e melhorias nos equipamentos.
Neste ponto, o projeto da Spider entrega uma extensa variedade de customização – armaduras, equipamentos e uma profunda árvore de skills confere boas horas personalização.

O ponto alto do título está vinculado ao seu interessante enredo. A evolução da história amarra vários pontos, fazendo com que os jogadores se interessem em progredir para descobrir os acontecimentos que estão por vir.
Acompanhar a evolução de Mancer, descobrir mais informações sobre o planeta, seus habitantes e outros seres é instigante.
A narrativa principal garante, ao menos, 10h de jogatina, podendo ser ampliada para mais de 40h caso o jogador queira completar várias das sidequests todavia, estas acabam por se tornar desinteressantes após um tempo, não justificando muitas das vezes sua conclusão.
Ainda sim, é uma opção a ser considerada, principalmente para algumas que complementam o enredo principal.
O jogo conta também com diálogos que oferecem escolhas distintas que impactam diretamente no destino do mago da eletricidade. Cada uma delas irá moldar a personalidade e caráter do personagem, cada escolha pode gerar uma consequência.

E as decisões devem ser feitas a todo instante. Ela é intrínseca do jogo. The Technomancer adota o sistema de Karma, muito bem explorado em jogos como inFAMOUS, em que optar por matar ou deixar que os inimigos vivam resulte em consequências distintas.
A cada eliminação, é possível extrair um valioso item chamado de Serum. Em Marte, esta é uma relíquia que pode ser usada em vários momentos.
As consequências de cada ação são imediatas. Caso o player opte por matar humanos, ele verá resultados como: outros humanos se sentindo ameaçados, evitando diálogos, fugindo…etc.

Apesar do jogo contar com muitas habilidades, formas de combate e formatos, a implementação destes artifícios não é fluída. A execução dos movimentos é restrita e pouco natural. Somado a isso, temos a curva de aprendizado que não é muito orgânica, sendo confusa e sem uma escala.
Mesmo que haja um treinamento lodo no início, não é uma tarefa simples aplicar todas aulas e lembrar-se dos movimentos. Não há um estímulo na verdade. Por fim, os movimentos mais básicos são sempre os mais aplicados, não por causa dos jogadores, mas sim pelo próprio gameplay que não oportuniza as variações.
Somado a isso, temos os inimigos e suas inteligências pouco convincentes. Os adversários são altamente previsíveis, relegando o desafio apenas a uma breve análise de padrões.
Outra insuficiência do título está relacionada ao seu aspecto visual. O game não encanta, simples assim. Cenários, personagens, armas, peças, texturas, brilho, renderização e outros componentes técnicos não estão à altura de demais produtos da mesma geração.
Isso também se reflete em NPCs, pouco variáveis, criaturas e monstros que parecem ter sempre a mesma forma.

Seguindo esta mesma linha, está a sonoplastia que pode passar até por despercebida pelos menos atentos. Por vezes, ela é ausente, inclusive em momentos de lutas que clamam por uma canção de combate encorajadora.
Em 2016, quando o mercado nacional já está bastante consolidado, encontrar um lançamento que não oferece nem sequer legendas em nosso idioma é frustrante.
Como o título tem uma vertente concentrada do enredo, aqueles que não dominam o básico do idioma inglês podem se frustrar ou mesmo deixá-lo de lado.

The Technomancer é uma produção regular da Spider Games. Aqueles que estiverem em busca de um RPG-ação diferenciado, mas que estejam dispostos a relevar as falhas mencionadas irão, certamente, ficar satisfeitos. Já os mais criteriosos, nem tanto.
Com visual abaixo da média, combates que poderiam ser melhores e uma completa ausência de localização fazem com que a obra se torne atrativa quando estiver sendo comercializada com um preço mais sugestivo.

*O jogo foi cedido pela Focus Home Interactive para avaliação
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