Control Resonant é esperança da Remedy após queda nas receitas
Control Resonant será lançado em 24 de setembro para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.
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Mãe de Ellie, girafas e, claro, a sequência final do jogo: episódio nove do seriado fecha temporada com chave de ouro
Tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível. Frase batida, eu sei. Mas, sem dúvidas, resume de forma correta a série de The Last of Us da HBO. Poderia ter mais um episódio? Poderia ter mais ação? Poderia ter as cenas de alguns trechos mais parecidas com o jogo? Claro que sim. Porém, foi mais do que o suficiente para fazer do seriado, realmente, uma das melhores adaptações de um game já feitas para televisão ou cinema.
E este último episódio é a cereja do bolo. Justamente desta combinação de fazer reproduções incríveis do que vimos durante o game e trazer coisas novas para o universo de The Last of Us. Por exemplo, como já havia sido divulgado, enfim vemos um pouco da mãe de Ellie, com cenas bastante emocionantes. Mas também, é claro, temos as cenas da reta final que jogamos dez anos atrás. Apesar de “curto”, é um grand finale para a primeira temporada.
Abaixo, temos spoilers do último episódio de The Last of Us da HBO
Depois de alguns episódios, enfim, temos novamente um flashback antes da abertura. E, apesar do impacto da parte científica dos dois primeiros, não se comparam à emoção da ver Ashley Johnson, a Ellie do jogo, interpretando, sim, Anna, a mãe da protagonista na série. Simplesmente dando à luz enquanto mata uma infectada. Uma cena das mais impactantes de The Last of Us da HBO.

Que continua depois dos créditos iniciais. Confirmamos que Marlene e Anna eram mesmo amigas de muito tempo, e vemos que o último pedido da mãe de Ellie para a líder dos Vagalumes foi que ela levasse a menina para Boston para que ela sobrevivesse. Ou melhor, o penúltimo. O final foi de que ela tirasse sua vida antes dela se transformar. Evento traumático e que marca Marlene para sempre.
Um detalhe interessante no meio disso tudo, e que pode ser uma explicação para a imunidade de Ellie, é que quando Anna percebe que sofreu a mordida, ela rapidamente corta o cortão umbilical, tentando impedir que a contaminação passasse para a neném. Pode ser que, com isso, ela tenha gerado a proteção desenvolvida no organismo da menina – existe até um foco nesse fato no diálogo entre Anna e Marlene.
Corta pro “mundo atual” e logo vem a tão aguardada cena das girafas. Um sopro de humanidade que Joel e Ellie têm neste inocente encontro. E Bella Ramsey e Pedro Pascal, mais uma vez, entregam exatamente o que se esperaria dos personagens. Principalmente ela, que parece realmente impressionada com as bichinhas. Sem falar dos diálogos, que são também uma marca importante de The Last of Us da HBO.

Ellie: Então o tempo cura todas as feridas, né?
Joel: Não foi o tempo.
Até a sequência final, em que Marlene conta para Joel a decisão do médico dos Vagalumes ele não consegue aceitar perder “mais uma filha”. Agindo realmente como pai da menina, ele ignora totalmente a racionalidade e o futuro do universo e simplesmente sai tirando do seu caminho quem acredita que ela precisa ser sacrificada pela humanidade.
Decisão correta? Talvez não. Mas você não faria o mesmo? Assim como no oitavo episódio, eis a pergunta: Qual é o limite que você está disposto a cruzar para sobreviver? Para proteger quem você ama? Mataria quem também pode ser o pai de alguém, que vai deixar para trás uma criança traumatizada e com sede de vingança? E contaria uma mentira que mudaria totalmente a vida de quem você estava tentando proteger?
Um final épico para uma série épica. The Last of Us da HBO, sem dúvidas, fica para a história. E, obviamente, gera enorme expectativa para a segunda temporada. Quantos episódios teremos? Qual será o elenco? Toda a história do segundo jogo vai estar ali? É esperar para ver e torcer para que o nível se mantenha.
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