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Alex Kidd in Miracle World DX
Alex Kidd in Miracle World DX

Alex Kidd in Miracle World DX: vale a pena?

Mario está para a Nintendo, assim como Alex Kidd está para o Master System. E nada mais justo do que trazer esse icônico personagem uma releitura fidedigna ao conteúdo original, tendo um charme único e outras novidades. Alex Kidd in Miracle World DX é uma boa homenagem ao clássico, mas talvez fique restrito a isso.

O título da SEGA remete às emoções estressantes dos games difíceis da época dos anos 80-90, mas também conta com um estilo bem contemporâneo. A história funciona como pano de fundo, e a experiência tenta se sustentar ao apelo pela nostalgia e na jogabilidade desafiadora.

Ligue o videogame e jogue

Alex Kidd in Miracle World DX volta à época que os jogadores não buscavam uma experiência narrativa ou uma história envolvente. Na verdade, o título é inteiramente dedicado ao gameplay e na superação dos desafios.

Existe uma história como pano de fundo, mas com a função apenas de apresentar os heróis, vilões e o universo do protagonista. O plot é simples: Alex Kidd é o campeão escolhido para libertar o reino do Imperador Jaken, que deseja oprimir a todos. Uma jornada clássica sobre bem versus mal.

Não há necessidade de entrar nos detalhes acerca do enredo porque o próprio jogo não se preocupa em desenvolvê-lo. Ele está ali apenas para ser o motivador das ações dos jogadores e construir o mundo dos desafios.

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O jogo conta com uma premissa simples: sobreviva aos desafios espalhados pelas fases.

Diversão ou superação?

A ênfase do game é justamente a jogabilidade e, por isso, vamos nos atentar mais a esse elemento. Assim como o clássico no Master System, a versão remasterizada oferece desafios ao longo das suas fases que exigem movimentos precisos para derrotar os inimigos e/ou superar os obstáculos.

O gameplay é básico com comandos de pulo, ataque e habilidades especiais disponíveis nas caixinhas destrutíveis. Além disso, é possível comprar melhorias consumíveis no início do estágio, que permanecem no inventário até o jogador morrer.

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Os cenários são simples, mas sempre trazem uma diversão específica.

Os jogadores podem adotar a abordagem de derrotar cada um dos inimigos e destruir todas as caixas para descobrir os colecionáveis (que fazem referências à franquia Alex Kidd) ou assumir o lado speedrun, pulando e correndo até o fim do estágio. Às vezes, é preciso ir com calma e, em outros momentos, a velocidade é essencial.

Embora a premissa do game seja a dificuldade, nem todos os cenários testam a habilidade. Os últimos estágios, principalmente o Castelo Final, exigem paciência e uma certa dose de memória para notar os padrões. São nesses momentos que a essência Alex Kidd se mostra: brutal, impiedosa e punitiva.

Os jogadores possuem três vidas para completar o estágio — chegando ao final delas, eles voltam para o início. É muito comum encontrar o chefe final e, utilizando a última vida, retornar para o início da fase. É frustrante, mas é sobre isso que Alex Kidd é.

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Alex Kidd tenta colocar os jogadores em fases com desafios e dificuldades específicas.

O calcanhar de Aquiles

A jogabilidade é o ponto forte de Alex Kidd in the Miracle World DX, mas também é onde se encontra os principais problemas. Os mais críticos entre eles são os comandos com um leve atraso nas respostas e a movimentação esquisita do herói.

No primeiro caso, as respostas do jogo possuem um pequeno delay que, infelizmente, causa muitas mortes. Em lugares onde os inimigos são mais velozes e o cenário conta com armadilhas, é comum o jogador morrer porque o game não executou corretamente as ordens. Em um game onde a dificuldade exige precisão, isso é um grande defeito.

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A falta de um controle preciso causa muita raiva na hora dos verdadeiros desafios.

No segundo exemplo, a movimentação do personagem principal é esquisita. Em títulos de plataforma, cada centímetro do posicionamento do herói conta, por isso, é muito importante ter controle completo dele. No entanto, durante a aventura, o protagonista parece que desliza por todos os cenários como se utilizasse patins no lugar das botas. Os players levarão danos não pela falta de habilidade, mas sim, porque o game não dá uma resposta correta.

Uma versão especial

Alex Kidd in Miracle World DX faz um ótimo trabalho de resgatar a nostalgia, mas também entrega um novo conteúdo para os tempos modernos. O visual completamente transformado é de encher os olhos – às vezes com efeitos até exagerados, mas os cenários são bonitos, coloridos e com detalhes legais.

No entanto, para quem é old school mesmo, é possível alternar para o estilo retrô igual à versão do Master System. Com apenas um botão (R2), todos os ambientes, personagens e músicas retornam para os anos 80 e convertem o jogo num verdadeiro clássico.

Vale uma menção especial para as músicas que foram remasterizadas e trabalhadas para encaixar em cada cenário ou luta contra chefão. Jogar Alex Kidd in Miracle World DX sem o som é perder uma boa parte da experiência que emociona, empolga e cria a tensão em fases difíceis.

Durante a campanha, os jogadores passarão por estágios que não existiam no game original e enfrentarão desafios especiais. São lugares com um nível de dificuldade mais elevado, enquanto outros ambientes servem mais para a diversão.

Além disso, há um modo de jogo simples e divertido onde é possível enfrentar os principais chefões em sequência com apenas uma vida. É uma tarefa um pouco complicada que exigirá dos players dominarem o “jokenpô” e serem rápidos, hábeis e mortais.

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A fase do deserto é uma das novidades inseridas no game.

Vale a pena retornar ao clássico?

Alex Kidd in Miracle World DX é um produto voltado para os fãs. O apelo à nostalgia é seu principal elemento com a jogabilidade replicada do Master System e os visuais transformados para dar “uma nova cara” ao simpático personagem.

Os jogadores conseguirão terminar a campanha rapidamente se dominarem os cenários — concluindo todas as fases em até quatro horas. O tempo pode até dobrar se eles tentarem coletar todos os troféus.

Para os gamers que não conhecem a história de Alex Kidd, não sentirão tanto apego ao game. As falhas do gameplay incomodam nos momentos críticos e as opções clássicas não são um atrativo para quem não é fã.

Veredito

65

Ficha Técnica

Desenvolvedor

Jankenteam

Consoles

PlayStation 4

Jogadores

1

Vantagens do jogo Alex Kidd in Miracle World DX

Vantagens

  • Apelo à nostalgia
  • Remasterização dos cenários e das músicas
  • Um clima divertido nas fases
Desvantagens do jogo Alex Kidd in Miracle World DX

Desvantagens

  • Jogabilidade sem precisão
  • Bugs que causam mortes aleatórias
  • Pouco atrativos para os novatos
  • Duração relativamente curta

Veredito

65

capa do jogo Alex Kidd in Miracle World DX

Jogo

Alex Kidd in Miracle World DX

Autor

foto do author do artigo Raphael Batista

Raphael Batista

Produtor de conteúdo em vídeo no MeuPlayStation, com atuação voltada à cobertura de jogos e tendências da indústria. Tem preferência por experiências narrativas e franquias marcantes, como The Witcher 3, Metal Gear Solid, God of War e Marvel’s Spider-Man, trazendo uma visão próxima da comunidade e do dia a dia dos jogadores.

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