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Infinity Ward atribuiu ataques norte-americanos aos russos no jogo.
Antes de mais nada: este artigo possui spoilers da história de Call of Duty: Modern Warfare. Portanto, esteja ciente antes de continuar a ler.
O enredo do novo jogo da Infinity Ward está sendo criticado “por reescrever a história real” e atribuindo a culpa de ataques controversos à Rússia. Originalmente, as ações foram executadas pelos Estados Unidos.
Em uma das missões do jogo, os jogadores assumem o papel de Alex, um agente da CIA disfarçado na milícia pró-EUA, que usa o sniper para atirar em um vale cheio de veículos incendiados.
O nome da missão e do vale é “The Highway of Death”, que o jogo explica ter ganhado esse título após os russos terem bombardeado o local depois de uma invasão, matando qualquer pessoa que tentasse escapar.
É possível conferir a missão (vídeo do canal Gamer’s Little Playground):
Uma “Rodovia da Morte” existiu na vida real, porém os responsáveis pelo ataque foram as tropas norte-americanas. O fato ocorreu no final da Guerra do Golfo, quando as forças dos EUA expulsaram os iraquianos do Kuwait, obrigando Saddam Hussein a declarar retirada. Os fugitivos tentaram escapar pela Rodovia 80, no entanto, uma coalização dos Estados Unidos bombardeou o comboio e estima-se que até 600 pessoas morreram.
Diante dessa alteração de fatos históricos em Call of Duty: Modern Warfare, muitas pessoas têm criticado o título por “reescrever os fatos para tornar os americanos os mocinhos e encobrir um crime de guerra”. Um usuário no Reddit defende que é preciso de veracidade nas informações de um jogo que são baseadas em eventos reais.
Se você faz um jogo baseado na vida real, todos os eventos precisam ser exatos. Caso contrário, parecerá que o revisionismo histórico está sendo apresentado como na vida real.
O site Eurogamer entrou em contato com a Activision e a empresa se pronunciou sobre o caso. Embora o game tenha aspectos semelhantes aos fatos históricos, toda a narrativa é “uma história fictícia que não representa real-eventos do mundo”.
O modo Campanha leva os jogadores a uma narrativa imersiva que às vezes exige que eles exercitem pensamento, habilidade e julgamento para navegar por alguns dos problemas e desafios da guerra na era moderna. O conteúdo é uma história fictícia sem correlação com os eventos reais.
Esta não é a única polêmica que envolve Call of Duty: Modern Warfare e a Rússia. A Sony baniu o game da PlayStation Store Russa sem explicação alguma. As especulações sugerem que a decisão foi tomada justamente pela história controversa que coloca o país como antagonista.
Parece que o público não aprovou as decisões narrativas de Call of Duty: Modern Warfare. Diversos usuários estão negativado o game no Metacritic, o agregador de notas. Enquanto as avaliações da imprensa destacam uma sólida pontuação (85), as “análises dos usuários” jogam a nota para 35.
Nas descrições das análises, os jogadores defendem que a Infinity Ward utilizou a campanha como “propaganda para difamar os russos”. Além disso, os usuários expressam descontentamento com o posicionamento político tomado pelo título.
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