Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
Versão chega nessa terça-feira ao Brasil!
O diretor do jogo, André Bronzoni, avisou que a demo de eFootball PES 2020, que chega ao PlayStation 4 nessa terça-feira (30), seria uma build diferente da disponibilizada nos testes na Game XP. Pois bem, o Meu PS4 já testou a versão e, de fato, algumas coisas mudaram. Felizmente, para melhor.
A demo saiu primeiro, como sempre, na loja da Nova Zelândia no PlayStation. Os fãs mais ávidos do jogo já até têm (ou criaram) uma conta na região para poder baixá-la e ter logo essa oportunidade de avaliar eFootball PES 2020. Conosco não foi diferente. E, realmente, parece que a Konami marcou um golaço nesse ano.
O ritmo, que pareceu um pouco mais lento do que o necessário na Game XP, foi corrigido. Agora, a velocidade aparenta estar na medida certa. Nem correria, nem lentidão. Mais do que suficiente para permitir todos os estilos de jogo. Seja valorizando a posse de bola ou com passes rápidos e longos.

As trocas de passe seguem mais difíceis do que nunca. Depois de um tempo, você deverá pegar o jeito, mas não é tudo mais tão automático quanto sempre foi. Agora, se o jogador estiver mal posicionado ou se a força não for calculada certinho, vai dar ruim. A bola sairá toda errada e, provavelmente, você vai ser interceptado.
Ainda no gameplay, as finalizações colocadas parecem melhores do que nunca. Talvez até demais, mas ainda assim, é muito legal ver a animação do chute com efeito indo certinho pro fundo da rede, cheio de efeito. Isso é algo que evoluiu no PES 2019 e agora está bem mais eficiente.

Na parte defensiva, os botes continuam no ponto, seja com o jogador que está marcando ou com a dobra de marcação. As posições e reações dos jogadores que estão sem a bola, no entanto, poderiam ser melhores. Mas, caso você arrume certinho seu time na tática, é possível que nem sinta isso.
Afinal, eFootball PES 2020 mantém a tradição da série Pro Evolution Soccer de valorizar o aspecto tático. Você, de fato, vê as alterações que fizer no Plano de Jogo sendo retratadas de maneira fiel em campo. Claro, tudo depende de como cada um controla o seu time. No entanto, o jogo o deixa organizadinho.

Agora, vamos pra ambientação. A nova câmera, realmente, é excelente. Os uniformes e os jogadores que foram escaneados também. Os movimentos dos jogadores estão mais reais. As opções climáticas são muito interessantes, e percebidas também na jogabilidade. Tudo como tem que ser. Com direito a uma iluminação ainda melhor do que em PES 2019.
No modo online, houve pontos positivos e negativos, porém com um balanço mais para o lado bom. Algumas partidas caíram, mesmo com sinal teoricamente bom. No entanto, na maior parte das vezes, o gameplay fluiu naturalmente. Esse é um ponto crucial para que, quando a versão completa sair, eFootball PES 2020 seja um sucesso.

Outro acerto da Konami, que não é uma novidade, mas merece ser ressaltado, até porque está disponível na demo de eFootball PES 2020, é o modo de edição. Assim, qualquer um poderá solucionar os casos de times sem licença de maneira super simples.
Driblar segue sendo uma tarefa não muito agradável em eFootball PES 2020. Ainda dá um pouco a impressão de que o jogador entra em câmera lenta na hora dos movimentos. Isso incomoda um pouco na hora de tentar definir jogadas no um contra um. O único que ainda é mortal, desde o PS1, é o quadrado + X. Esse, quando bem executado, é perfeito.

Algumas animações de domínio também são um pouco mais lentas do que deveriam, e o jogador pode acabar perdendo a bola “de bobeira” por causa disso. Especialmente quando tenta dominar a bola e girar o corpo. São movimentos naturais na vida real, mas que não conseguem ser traduzidos com perfeição no eFootball PES 2020.
Já a questão da dificuldade dos passes é um ponto positivo, mas gera uma preocupação. Os jogadores que vão receber a bola não têm muita reação quando ela não vai certinha. Por isso, os defensores conseguem interceptar a bola muito fácil. Seria interessante ter alguma forma, automática ou manual, de mudar a trajetória do receptor do passe.
Essa dificuldade também está nas finalizações – só que, aqui, ao contrário do que vemos para tocar a bola, ela pode frustrar. Em muitos casos, os chutes vão sem direção, e não parece muito claro o que fazer para melhorá-los. Talvez seja só o tempo até acostumar com uma nova mecânica, mas, a princípio, fica a impressão de que poderia ser melhor.

Algo que “não evoluiu” em relação à build da Game XP foi a arbitragem. Ela segue muito rigorosa, picotando o jogo, marcando falta a todos os momentos – e ainda dando cartão amarelo. Algo que também atrapalha um pouco o dinamismo é o excesso de replays na partida. Poderiam ser apenas em lances-chave.
Em termos visuais, apenas dois detalhes não agradam tanto: os menus, que não são tão atrativos (mas podem mudar para a versão final) e as faixas de torcida, que há anos têm frases repetitivas e que nunca vimos em nenhuma arquibancada. Poderiam simplesmente ser faixas com as cores, nome e escudo do time.

No geral, o balanço é muito mais positivo. O novo eFootball PES 2020 tem tudo para ser um marco na história da franquia. Basta os modos de jogo estarem corretos e com uma novidade ou outra bacana, e os servidores funcionarem bem, para ele coroar a evolução clara da Konami na franquia nesse fim de geração.
A versão demo de eFootball PES 2020 deve chegar à PlayStation Store do Brasil ainda nas primeiras horas da tarde desta terça-feira (30). Ela conta com 13 times (que você pode conferir na imagem abaixo) e três estádios: um genérico, o Allianz Parque, do Palmeiras, e também a Allianz Arena, do Bayern de Munique.

Quem curtir os testes e já quiser garantir uma cópia da versão completa do jogo já pode fazê-lo. O eFootball PES 2020 só sair dia 10 de setembro, mas está em pré-venda. A sua versão básica custa R$ 249,90 na loja virtual da Sony.
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