Ace Combat 8: Wings of Theve: vale a pena?
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A cada review que escrevo para o Meu PS4, venho contando também um pouco dos meus gostos para vocês: futebol, basquete, Destiny… Mas eis um que não achei que iria abordar aqui: Sherlock Holmes. Sou fã dos contos nos livros, vi os filmes, a série da BBC, e resolvi testar este mundo nos games.
Acontece que Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter não faz jus à tradição do nome do maior detetive de todos os tempos. A ideia é muito boa, a trama é envolvente e o trabalho de áudio dos personagens merece elogios aos envolvidos. Porém, na hora de arregaçar as mangas e investigar, o game deixa a desejar.
O grande problema da jogabilidade de Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter é que ele é um jogo “engessado”. Você tem que seguir as pistas em uma ordem, senão os progressos não podem ser alcançados. E isso não me parece a melhor fórmula para um jogo de investigação.

Aconteceu comigo logo na primeira missão do game: assim que fui à casa do jovem que pede ajuda a Holmes para solucionar o desaparecimento de seu pai, logo achei uma pista que já me indicava para onde ir em seguida. Fui até o local, mas não deu para entrar nele. Pensei então: “tenho que achar mais alguma coisa”.
Fiquei rodando, rodando, até que achei; mas não era nada crucial para investigar e nem fazia diferença para saber que eu deveria, mesmo, ir ao lugar para o qual eu já tinha pensado anteriormente. A questão aqui é que o jogo impõe um limite onde eu não acredito que deveria haver.

Se você solucionar um puzzle com uma pista, deve ser recompensado por isso e poder avançar, não ter que parar e ficar catando novas coisas. Caso o seu palpite estivesse errado, azar o seu. Mas isso não vai acontecer em Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter, porque já há todo um roteiro meticulosamente planejado.
Outro ponto que incomoda na jogabilidade é que é tudo muito point-and-click. É só apontar a visão do personagem para um ponto e coletar o item. Não há muito o que fazer, os ambientes para exploração não são tão grandes e as pistas, normalmente, são coisas relativamente óbvias.
Os gráficos também não empolgam nem um pouco. Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter possui um visual de jogo mediano do PlayStation 3 em um PlayStation 4. As faces não são tão bem detalhadas, os ambientes são simplórios e nem mesmo efeitos de luz e climáticos parecem reais.
Sem falar que cada capítulo pode ser extremamente longo e as mecânicas como não variam muito acabam sendo repetitivas. Especialmente quando você passa a ficar frustrado em situações como a que relatei acima logo no primeiro capítulo do game. Não poder usar sua inteligência e criatividade é um pecado.

É uma pena, porque Sherlock Holmes: Crimes & Punishments foi um jogo bacana, que, com uma promoção, valia a pena adquirir. Mas Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter, infelizmente, deixou a desejar, especialmente por se tratar de um nome grande como o do Senhor Holmes, e por custar mais de R$ 200.
Mas há também pontos positivos no jogo. A personalização do personagem, com disfarces de roupas e maquiagens, é bem legal. Assim como o seu “sentido”, que identifica pistas em cenários, e o modo de fazer “perfis” das pessoas com quem o investigador conversa.
Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter poderia ser um game mais em conta, na casa dos R$ 50 – R$ 70, e aí talvez valesse a pena. Custando mais de R$ 200, é descartável. E o selo dele é esse, e não “Espere uma promoção”, porque mesmo mais barato, ele ainda não deve ser uma compra certa.
É um jogo que pode ser extremamente longo, tem gráficos muito modestos para a geração e a jogabilidade é simplória. De positivo, claro, o enredo e todo o clima de investigação, pontos fora da curva dos jogos de PlayStation 4, e que poderiam ser ótimos diferenciais se o restante fosse ok.

*O jogo foi cedido pela Sony Music para avaliação
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