Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii: vale a pena?
Continuando a história da saga Like a Dragon, Pirate Yakuza in Hawaii marca o retorno de Goro Majima
As primeiras impressões se confirmaram. O que testamos de Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii em um evento de preview organizado pela SEGA nos deixou bastante animados para a versão final do game, e agora podemos dizer que, realmente, ele é tudo aquilo que parecia. Não é história de pescador – é de pirata!
A evidente globalização da série, que trocou o nome Yakuza por Like a Dragon e vem fazendo bom jogo atrás de bom jogo (Yakuza: Like a Dragon e Like a Dragon: Infinite Wealth são incríveis, além da prequel Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name), virou seriado de TV e está se reforçando como uma das principais franquias baseadas em games do momento.
Pirate Yakuza in Hawaii é uma consolidação disso – e mais uma prova de uma das grandes características da Ryu Ga Gotoku: a ousadia. Ela poderia muito bem só continuar com seu padrão Yakuza de sempre – combates em turnos, uma história voltada ali para a máfia e tudo certo. Mas não, trouxe de volta Goro Majima, colocou ele como pirata e ainda mudou o gameplay para um jogo de ação mais tradicional.
Tudo isso sem perder a essência do que a fez tão bem sucedida em primeiro lugar. Dizem que em time que está ganhando não se mexe, mas o estúdio mexeu, remexeu e entregou algo digno da sua tradição e, principalmente, da sua meta principal, que é de levar Like a Dragon para o máximo de pessoas possível.
Maluco Beleza
Quando o produtor-chefe da franquia, Hiroyuki Sakamoto, disse que Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii seria “o mais ridículo da série”, ele não estava brincando. E já dava para imaginar isso pelo nome do jogo (um Yakuza Pirata?) e pelos muitos trailers que foram sendo divulgados nos últimos meses.
Se a franquia sempre teve um lado relativamente sóbrio, apesar de algumas características bem únicas, dessa vez estamos falando, de novo, de um Yakuza Pirata, gente. Que, por exemplo, tem um gancho no estilo Link de The Legend of Zelda: Ocarina of Time e instrumentos musicais mágicos que invocam animais míticos do oceano para atacarem inimigos na terra.
É uma loucura!
Mas que loucura divertida! E não poderia haver protagonista melhor para isso do que o Cachorro Louco, Goro Majima, em uma versão bem Maluco Beleza das ideias. Especialmente porque ele começa o jogo sem memória, e seu objetivo durante a aventura é justamente recuperar algumas lembranças enquanto vai descobrindo um mistério lendário nas águas do Havaí.
Como de costume, não vamos dar spoilers da história. Basta você saber que Majima acorda desmemoriado em uma ilha e é ajudado por um menininho e seu pai, que irão abrigá-lo e motivá-lo a seguirem viagem como um pirata. E neste cenário, há muita coisa bacana para explorar e uma narrativa que vai desenvolvendo várias camadas interessantes.
Goro Pirates
E, conforme a história se desenrola, o gameplay também. Aos poucos, o protagonista vai ganhando novas habilidades, alternando entre dois estilos de luta (um mais tradicional da yakuza e outro de pirata) e, claro, assumindo o papel de capitão do Goromaru – um navio pirata totalmente customizável para suas aventuras pelos mares do Havaí.
Aqui estão duas das principais mudanças de Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii: o título é um jogo de ação/aventura, não mais aquele combate por turnos que vimos anteriormente, e tem uma parte fortíssima de exploração naval – incluindo o super divertido Coliseu de Madlantis. Sim, Madlantis, uma Atlantis dos Loucos – governada por uma Rainha e seu Braço Direito que são fundamentais para o desenrolar do enredo.
Os combates navais no mundo aberto são bacanas, principalmente quando vamos atrás dos Bandeiras do Diabo – um grupo fortíssimo de piratas que está atrás de itens míticos que podem dar habilidades sobrenaturais aos seus donos. Porém, fica ainda mais interessante quando estão envolvidos na história e/ou no Coliseu, onde é possível disputar diversos tipos de jogos até conseguir desbancar os principais piratas da ilha.
Se você jogou Infinite Wealth, vai rever muitos personagens e locais, além dos icônicos minigames – mas também terá muita coisa nova. Cozinhar é bem bacana, jogar sinuca, apostar um dinheirinho no 21 e por aí vai. Seja em Honolulu, Madlantis ou alguma das outras ilhas do jogo, tem bastante atividade para fazer. Incluindo, reencontrar velhos conhecidos e inimigos.
Enquanto anda de barco, por exemplo, você pode ir atrás de tesouros nas ilhas e enfrentar também os piratas inimigos pelo caminho. Enquanto está em terra firme, pode/deve procurar possíveis novos tripulantes para o Goromaru, pois precisará de toda a ajuda que puder quando tiver que encarar estes inimigos. Lembra dos Sujimon? Eles se foram, mas agora você convida a galera pro seu time, de acordo com suas características e pedidos que eles possam fazer.
Há uma infinidade de possibilidades, e mesmo que em alguns momentos haja uma sensação de dèja vu e que diversos aspectos são muito semelhantes ao jogo anterior, a criatividade da RGG se destaca nas novidades e loucuras. Como os combates e boss fights com níveis bem interessantes de dificuldade e estratégia.
Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii: vale a pena?
Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii é uma sequência direta de Infinite Wealth, mesmo com um protagonista diferente. Então, não espere muita diferença nos aspectos básicos. Ele tem gráficos justos para o que se espera, localização bacana nas legendas, uma ótima trilha sonora (com o Hino dos Piratas Goro merecendo muitos elogios) e todos os elementos que podemos esperar de um jogo da série.
Evolução de habilidades (com os anéis de Majima ou em uma árvore de skills que podem ser desbloqueadas com o dinheiro ganho no jogo), combates e eventos aleatórios na rua ou no mar, exploração e coleta de itens e segredos, além de uma história que mistura lendas piratas e o tradicional enredo da máfia japonesa, dando sequência e importantes eventos do seu antecessor.
No fim das contas, é bastante divertido e tem tudo para agradar quem é fã da franquia e/ou gosta de jogos de ação e aventura. O componente pirata é muito forte, e há bastante tempo havia a expectativa por um jogo capaz de entregar uma experiência deste nível. É claro que não é 100% o foco do jogo, e sinceramente, isso o faz ser ainda mais impressionante.
Mais um grande acerto da RGG, o game será lançado em 21 de fevereiro para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series e PC e já está em pré-venda na PS Store.
Veredito

Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii
Sistema: PlayStation 5
Desenvolvedor: Ryu Ga Gotoku Studios
Jogadores: 1
Comprar com DescontoVantagens
- Novas opções de gameplay são muito divertidas
- Combate naval e dentro dos barcos é uma bela adição
- Variedade de minigames segue um dos destaques da série
- Interações com personagens e eventos do jogo anterior
Desvantagens
- Pode ser um pouco repetitivo em relação a Infinite Wealth
- Não chega a causar um grande impacto visual
- Conclusão da história não causa a sensação de um "Grand Finale"
