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Destiny Rise of Iron: Vale a pena?

por Thiago Barros
Destiny Rise of Iron: Vale a pena?

“Eu não vou entregar aquela montanha para aproveitadores e ladrões. O que existe lá  deve ser preservado.” – Senhor Saladino

Destiny é um jogo polêmico, bem naquele estilo “ame-o ou deixe-o”. Eu o amo desde a primeira fase de testes no PlayStation 4, e mesmo com vários motivos para deixá-lo em mais de dois anos, não tive coragem. Os meses após The Taken King foram difíceis, mas enfim chegou Rise of Iron. Uma semana depois do lançamento, eis a análise do Meu PS4 sobre a nova DLC do FPS futurista da Bungie.

Eu entendo todo mundo que fala mal de Destiny. Quem acha que o jogo é repetitivo, os que reclamam da falta de matchmaking no Anoitecer e nas Raids, os que criticam o design das armas novas que parecem só skins por cima das antigas, os que chamam o game de “incompleto”, pois a Bungie já lançou diversas DLCs para ele, e claro, os que enjoaram do jogo.

Mas, para quem joga desde o início, passou pelos momentos difíceis, viu a evolução e apostou em Rise of Iron, Destiny não morreu. E mesmo que o próximo projeto para sua franquia seja um Destiny 2, especulado para 2017, parece que será possível se divertir bastante neste Ano 3 do FPS futurista. E a expectativa pelas terças-feiras – o dia em que é feito o reset semanal das atividades, já voltou!

Os Senhores do Ferro

A trama de Rise of Iron gira em torno dos Senhores do Ferro, um lendário grupo de guerreiros que precedeu os Guardiões e protegeu a Terra de uma ameaça, a SIVA, uma tecnologia que permitia modificar seres vivos e ambientes inteiros. Na luta, os Senhores do Ferro foram dizimados, sobrando apenas o Mestre Saladino.

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Aquele mesmo, responsável pelo evento PvP Bandeira de Ferro nos Anos I e II de Destiny. Na DLC, a SIVA volta a ameaçar a Terra, pois é descoberta pelos Decaídos, que a utilizam para criar um poderoso exército. Sua missão, claro, é impedir que os inimigos consigam fazer isso.

A história é muito bacana, porém tem um problema claro: é bastante curta. Poderia haver mais missões. A quest principal, por exemplo, Ascensão do Ferro, tem apenas 11 passos. Pouco para uma expansão que custa US$ 30. É claro, não é só isso que Rise of Iron tem de novo, mas fica um gostinho de “quero mais” neste ponto.

Até porque o enredo é envolvente, os novos inimigos, apesar de serem somente uma releitura dos antigos (assim como os Possuídos em The Taken King), podem ser bastante desafiadores e os novos assaltos, como o do Sepiks Modificado, não são fáceis de serem completados no modo Heróico.

O jogo se passa nas Terras Pestíferas, uma nova área na Terra, e tem uma nova campanha e missões de história, novas armaduras e equipamentos, novas armas (como a Gjallarhorn de Ferro), nova Raid, aumento do nível máximo de luz para 385, dois novos assaltos, novos mapas e o modo Supremacia no Crisol…

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Isso sem falar no Pico de Felwinter, novo espaço social onde fica o Templo de Ferro, que é muito bonito e tem até um puzzle de pulos que recompensa o usuário com um fragmento de SIVA, necessário para completar o progresso em um Livro, que é uma outra novidade interessante.

A partir de The Taken King, a Bungie usa Livros de Progresso, com vários objetivos secundários para os usuários completarem. Conforme vão avançando neles, vão subindo de nível e ganhando novas recompensas. Mais uma maneira de manter os gamers no jogo mesmo após acabarem a campanha.

Para quem curte mais o PvP, os principais eventos sazonais, os Desafios de Osíris e Bandeira de Ferro, ainda não foram lançados, mas prometem novas armaduras e armas. Nos modos normais, há o novo Supremacia, em que você não só tem que matar os inimigos como coletar itens que eles deixam cair. É bem desafiador.

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Jogabilidade e gráficos impecáveis

Rise of Iron marca o fim do suporte de Destiny ao PlayStation 3, e o motivo para isso fica claro na exigência gráfica da expansão. São combates com muitos inimigos, as partículas estão cada vez mais presentes, os efeitos da neve são impressionantes e, visualmente, o jogo parece estar ainda mais bonito do que antes.

Os detalhes nas armaduras e armas dos Guardiões, além dos próprios cenários, já eram impressionantes antes e parecem estar ainda melhores. A taxa de quadros é mantida, as animações de diálogos são muito bem trabalhadas e o Templo de Ferro é um show à parte.

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A jogabilidade, por sua vez, continua um dos pontos altos de Destiny. E o mais legal foi ver um monte de gente da lista de amigos voltar a jogar o game após um período longo de tempo afastados. Desde o dia 20, quando ele foi lançado, não passa um dia em que não tenha pelo menos 10-15 amigos jogando Destiny na minha lista.

E é isso o que torna o jogo mais divertido: o co-op. Fazer as missões da história sozinho até vai, mas para Assaltos, a Forja do Arconte e, claro, a Raid, é preciso montar um esquadrão. E aí você pode adicionar desconhecidos e fazer amizades ou então jogar com seus amigos. É muito bacana.

A dublagem e a trilha sonora são outros pontos que merecem destaque. Eu não sou fã de jogos dublados, mas não tenho problema algum para jogar Destiny com áudio em português. As frases são boas, as vozes idem e tudo de acordo com o figurino. E a trilha sonora é uma obra de arte. É só ouvir para entender do que estou falando. 

A Ira da Máquina

A nova Raid, ou Incursão, de Destiny se chama A Ira da Máquina e vem dividindo opiniões na Internet. Muita gente acha que ela está muito fácil e é muito rápida de ser feita. Talvez seja mesmo, mas isso não quer dizer que ela seja ruim. É um tipo de conteúdo muito mais dinâmico e amigável do que A Queda do Rei, de TTK.

E acredito que esta tenha sido a estratégia da Bungie: apostar em algo que possa fazer com que todos os jogadores reúnam um esquadrão e façam a Incursão sem passar tanta raiva. E vale lembrar que a Raid foi liberada apenas no nível Normal, que costuma ser mais tranquilo do que o Hard.

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Mas vamos à Raid, sem muitos spoilers, mas com alguns: nela, você tem que matar um bichão chamado Aksis, Archon Prime, que é o líder da facção Devil Splicer. Um arconte que foi modificado com SIVA. A batalha com ele começa no início da Raid, mas só termina no último encontro.

Neste meio tempo, há outros duelos que envolvem muita sincronia e estratégia dos times. É mais do que poder de fogo ou soluções de labirintos. É preciso atirar nos momentos certos, nos lugares certos e com as armas certas. No combate com uma espécie de tanque, em que você é cercado por Decaídos, por exemplo.

Não vou falar muito para não dar spoilers para quem ainda não teve a chance de jogar A Ira da Máquina, mas sim, ela é mais rápida e fácil do que as outras Raids, mas isso não quer dizer que não possa ser divertida e emocionante. Sem falar no fato de que é ela que pode te dar as melhores recompensas do game.

Conclusão

Como falei lá em cima, entendo todas as críticas que Destiny recebe, mas acredito que analises superficiais estão sendo feitas sobre Rise of Iron. A história é curta, o que decepciona, mas há muita coisa para fazer no game por, pelo menos, alguns meses mais. Tanto no PvE como no PvP.

A cada expansão do FPS da Bungie, fica sempre a discussão sobre o preço das DLCs, o fato de o jogo ser repetitivo e tudo mais. Mas para quem joga Destiny e “sobreviveu” aos Anos I e II, não há motivos para não entrar de cabeça também no Ano III. Lançado em setembro de 2014, ele entra no seu terceiro ciclo muito forte.

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A comunidade continua abraçando o game, muita gente voltou a jogar com esta nova expansão, e a experiência de jogar em esquadrões de 3 ou 6 pessoas nos desafios que o game lhe impõe também é muito legal. Se você está parado, dê a Destiny mais uma chance, e você pode gostar muito.

Para os novatos, a Bungie lançou a coletânea com o jogo original e todas as DLCs, incluindo Rise of Iron. Pode ser uma boa, mas, sinceramente, você terá dificuldades para evoluir seu personagem e, principalmente, para achar quem queira jogar com você. Portanto, pense bem antes de comprá-la.

“A chama reacendeu dentro de você, e os Senhores do Ferro vivem novamente.” – Tyra Karn

 2 - Selo de Ouro

*O jogo foi adquirido pelo redator

Thiago Barros
Thiago Barros
Editor-Chefe
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Jogando agora: Avatar: Frontiers of Pandora
Jornalista, teve PS1, pulou o 2, voltou no 3 e agora tem o 4, o 5 e até o PSVR. Acha God of War III o melhor jogo da história do PlayStation.