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Beat the Beats VR: vale a pena?

Seu cardio ficará em dia com este novo jogo de ritmo musical e boxe em realidade virtual

por André Custodio
Beat the Beats VR: vale a pena?

Quando falamos sobre jogos rítmicos, normalmente lembramos de Beat Saber e Synth Riders. Felizmente, o mercado musical para a realidade virtual é muito extenso e sempre há espaço para mais títulos quando eles se destacam pela inovação. Beat the Beats VR, por exemplo, é um deles.

Proposto para ser um treino de boxe ao som de batidas eletrônicas e de pop, o game chega ao PlayStation VR 2 neste final de fevereiro. E olha, se seu cardio não está em dia, vale a pena pensar algumas vezes — ou simplesmente começar a cuidar do corpo — antes de dar uma chance para o jogo.

As batidas da música e de seu coração

Assim como Beat Saber, Beat the Beats VR é um jogo bastante direto: modos de jogo bem esclarecidos e um sistema de jogabilidade bastante intuitivo. Basicamente, você deve assumir a postura de guarda e utilizar movimentos de boxe enquanto acompanha uma série de músicas.

Cada faixa tem um tempo pré-determinado e gera batidas bem sincronizadas com a trilha sonora. Dessa forma, a sensação de imersão recebe contribuições significativas, recompensando quem passa a encarar a luta em realidade virtual como uma dança.

beat the beats vr
Fonte: André Custodio

A dificuldade progressiva de Beat the Beats VR reflete não apenas nos desafios musicais, mas também na intensidade da movimentação. Quanto mais se avança pelos álbuns, mais recursos são implementados — e consequentemente, mais os jogadores precisam se dedicar e se concentrar.

Toda a experiência é muito única e, de fato, simula satisfatoriamente a dinâmica de combate. Os elementos que aparecem na tela exigem ações de jabs, diretos, cruzados, uppercuts, esquiva e bloqueio, sempre acompanhando a melodia da trilha sonora e as diferentes nuances.

Além disso, há um sistema de precisão interessante. Quanto mais o soco for “em cheio”, mais pontos serão oferecidos. A nota final vai para uma tabela de classificação e rende o desbloqueio de álbuns adicionais, totalizando seis discos com cinco músicas cada.

É necessário se adaptar, mas com calma

Como Beat the Beats VR exige bastante concentração física e mental dos usuários, parte da comunidade deve enfrentar alguns desafios pelo meio do caminho. Esses níveis mais complicados aparecem no Mix Diário e no Lado B dos álbuns.

O Mix Diário combina vários hits da “campanha” (Modo Fliperama), mas os disponibiliza em suas versões mais difíceis. Essa experiência não deve ser encarada como um treino, mas sim como um teste para quem já se sente confiante por dominar completamente as mecânicas de jogo.

Enquanto isso, o Lado B é uma versão aprimorada das músicas do Lado A. As batidas são mais rápidas e em maior quantidade, há mudanças na configuração dos elementos e algumas surpresas conferem atualizações bastante únicas para trechos dos sons. Ele funciona como um nível Avançado.

O sistema de Beat the Beats VR “cuida” da saúde do jogador para que ele não exagere. Quando há falhas nas músicas ou desistências, os devs lembram, através de mensagens de texto, de dar pausas regulares e de evitar desgastes para além das condições do corpo.

A Parallel Circles também implementou uma tabela de classificação multiplayer, caso você queira desafiar os amigos nas 30 músicas disponíveis — 60 no total, com o Lado B destravado — e uma Reação Rápida para testar os reflexos.

Ótimo uso de hardware, mas com algumas falhas de capricho

A experiência dançante de boxe utiliza muito bem os recursos do PS VR2. Pelos controles Sense, os comandos são bastante precisos e trazem o impacto da modalidade esportiva a cada ação. Além disso, há integração dos movimentos com o feedback tátil e com a vibração do próprio headset.

No geral, Beat the Beats VR se destaca pela otimização e pela interface minimalista, que permite um acesso completo aos modos do game sem maiores problemas. Os elementos são explicados à medida que aparecem, e não há maiores dificuldades em entender a proposta do game.

Infelizmente, os desenvolvedores pecaram um pouco no capricho geral. A ideia de um projeto minimalista é charmosa, mas passa a impressão de uma falta de atenção com a apresentação. Tudo no menu parece ser excessivamente simples e, após boas horas de sessões, sem graça.

beat the beats vr
Fonte: André Custodio

Enquanto isso, as fases revelam cenários limitados, sem sensação de profundidade e pouco ambiciosos. Efeitos de tela não são usados de uma forma notável e passam a impressão de sequer existirem durante as músicas. Quando eles aparecem, são bastante genéricos.

Beat the Beats VR: vale a pena?

Mesmo com algumas falhas de capricho e execução, Beat the Beats VR é uma ótima pedida para quem busca alternativas ao Beat Saber e ao Synth Riders. As mecânicas de boxe são presentes e funcionam de forma satisfatória, recompensando quem assume o projeto quase como uma academia.

Fora isso, as músicas são estimulantes, os modos de jogo garantem boas horas de diversão e não há facilidade em grande parte do título. Assim, os jogadores podem esperar um game com espaço para melhorias, mas que cumpre muito bem seu papel de ser uma experiência baseada em ritmo.

Beat the Beats VR será lançado em 27 de fevereiro para PS VR2. O título já pode ser adicionado à Lista de Desejos na PS Store.

Veredito

Beat the Beats VR
Beat the Beats VR

Sistema: PlayStation VR2

Desenvolvedor: Parallel Circles

Jogadores: 1

Comprar com Desconto
80 Ranking geral de 100
Vantagens
  • Ótima utilização dos recursos do headset e dos controles Sense
  • Batidas intuitivas e sincronizadas
  • Muitas músicas desafiadoras
  • Excelente estímulo à prática do boxe
  • Comandos muito precisos
Desvantagens
  • Apresentação do game poderia ser melhor
  • Cenários de níveis pouco caprichados
André Custodio
André Custodio
Redator
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Fã de jogos de terror e desbravador de soulslike vez ou outra. Consegui me livrar de FIFA por motivos pessoais (ruindade) e hoje me sinto uma pessoa melhor. Também curto platinas, mas não vou atrás de algo que me tira do sério.