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DLC prometia ser uma expansão épica para o shooter da Bungie... Será que conseguiu?
Os conteúdos de Destiny não costumam ser para aquelas análises rápidas, de alguns dias ou uma semana. Com A Queda da Luz, grande DLC de Destiny 2 que foi lançado no último dia 28 de fevereiro, não poderia ser diferente. É preciso dar tempo ao tempo, jogar e explorar bastante, para só então chegar a um veredito.
O MeuPlayStation traz agora, um mês depois, impressões mais concretas sobre tudo o que foi feito pela Bungie com a expansão. O penúltimo capítulo da saga “Luz e Treva” tem justamente isso. Pontos iluminados, que agradam bastante, e outros bem obscuros, que decepcionam. Muito pela expectativa que foi criada, de ser algo épico, e pela realidade, que é “apenas” um bom conteúdo extra.
https://www.youtube.com/watch?v=HKzG7INo0RI
Vale destacar que o update pode ser comprado com desconto de 30% no preço original até o dia 13 de abril na PS Store – saindo por pouco mais de R$ 100. A Edição de Passe Anual + Queda da Luz também já está disponível, com 25% OFF, por R$ 225.
Em termos de gameplay, A Queda da Luz adiciona como principal característica o filamento. Uma nova classe elemental, baseada na magia das trevas, que permite que os jogadores se movimentem de uma forma totalmente diferente – com um gancho – e liberem habilidades de potência altíssima. O lado negativo é que você “troca” uma grana pelo arpéu, mas é uma dinâmica muito bacana.

Além disso, novos recursos de personalização de equipamentos e mods permitem customizar os Guardiões com mais facilidade. Parece que o jogo caminha cada vez mais para ter uma experiência de usuário mais amigável, com telas únicas para inserção de múltiplos mods, opção pra criar sets de itens para determinado tipo de atividade e por aí vai.
Outro destaque é uma nova atividade de destino, chamada Sobrecarga de Terminal, onde os jogadores devem repelir ataques dos Vex e dos Cabais enquanto os inimigos tentam infestar a cidade de Neomuna com suas tropas. E, claro, a incursão Raiz dos Pesadelos – que é bastante diferente do que estamos acostumados, sendo bem mais rápida e menos complexa para os jogadores.
Nas missões tradicionais, há alguns pontos interessantes, como os confrontos com os ecos de Savathun, e a própria batalha final, bem difícil. Aliás, o nível de desafio nos combates em A Queda da Luz é interessante. Há muitas lutas mais intensas do que o normal, e outras nem tanto assim. É um equilíbrio curioso, mas agradável.

No fim das contas, o ponto é esse: tudo está mais simples. Armas, atividades, equipamentos, no geral é uma experiência com toda a cara de Destiny, porém com ajustes que fazem com que o game fique ainda melhor.
O grande problema é que isso não está aliado ao que vemos na campanha. A história de A Queda da Luz deixa a desejar em muitos pontos. Explica pouca coisa, tem personagens que não cativam e uma nova região que era muito mais legal nos trailers do que na hora de jogar. O estiloso visual neon, que parecida dar bastante vida a Neomuna, fica só nos gráficos mesmo.
A cidade é deserta, sem grandes atividades, e os motivos para isso – e para tudo o que acontece, no geral, ficam meio vagos. O filamento, a Testemunha, a volta de Calus como vilão, o tal Véu… Nada emplaca de fato em termos de narrativa.

O gameplay entrega, e faz até alguns encontros com os antagonistas serem bacanas, e uma cutscene ou outra, principalmente nos diálogos de Calus e Testemunha, agradam, mas vindo de a Bruxa Rainha, é um grande downgrade. Especialmente, de novo, por conta da expectativa que criou-se de que seria uma prequel épica para a conclusão da saga entre Luz e Treva.
Se alguém se animou com a possibilidade do novo DLC, mas não jogava há algum tempo, ou se está iniciando agora, provavelmente não vai se impressionar tanto assim. Para quem já está familiarizado, a visão se torna super clara: tudo poderia ter sido muito mais aprofundado, porém ainda dá tempo de fazê-lo ao longo deste próximo ano.
A grande impressão que fica é de que A Queda da Luz é filler. Uma transição. Entre a excelente Bruxa-Rainha e a aguardada Forma Final, que encerrará este ciclo no ano que vem. Se olharmos para o DLC por este prisma, fica bem mais fácil entender algumas coisas e ainda sentir uma esperança de que vem algo bacana no futuro.
O problema principal é que não foi assim que o conteúdo foi anunciado. E, por isso, é até natural a decepção, principalmente com a maneira como os eventos se desenrolaram. Não é exagero dizer que a história poderia ter começado na incrível cutscene inicial e pulado direto para a conclusão – ignorando tudo o que acontece entre elas.
Agora é esperar as próximas seasons, ver se novos elementos legais da lore aparecem e seguir grindando para estar naquele pique para o fim.
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