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Criado por Abubakar Salim, que fez Bayek em Assassin's Creed Origins, game foi anunciado no TGA e é nova aposta da EA Originals
Immerse, illuminate, inspire. O lema do Surgent Studios diz muito sobre o seu primeiro jogo, anunciado oficialmente no The Game Awards 2023. Tales of Kenzera: ZAU foca nestes três pilares para surpreender e emocionar o público. Metroidvania com temática africana e abordando o luto como principal tema, ele conta com a importante chancela da EA Originals e tem previsão de lançamento para 23 de abril de 2024.
O MeuPlayStation teve a oportunidade de conversar com o fundador da empresa e criador do título, o ator Abubakar Salim – o Bayek de Assassin’s Creed Origins. Que não esconde a felicidade por trazer sua criação à vida. E, claro, aquele friozinho na barriga. Vide a emoção dele na apresentação de Tales of Kenzera no palco do evento.
“Claro que estou assustado (risos). Eu sou gamer, sei como as comunidades de games são apaixonadas, e é algo que eu amo. Sempre brinco com meus amigos que não tem nada mais legal do que conversar com pessoas que entendem isso,. Então é claro que é muito animador e, ao mesmo tempo, assustador. Mas estou revelando uma parte de mim que quero compartilhar com o mundo. No fim das contas, é sobre isso”, comentou.
Confira o trailer do jogo abaixo:
Segundo Salim, a ideia é trazer temas da realidade humana de uma forma interativa, para fazer não só com que os jogadores se divirtam, como se inspirem.
“Seja para filmes, games ou TV. Em qualquer meio. Iluminar é colocar uma luz em várias perspectivas. Acreditamos que sempre há uma história em cada um. E inspirar é tentar fazer com que as pessoas compartilhem essas histórias. O que nos faz humano, o que nos faz acordar cedo todo dia. Isso nos impulsiona para contar as histórias que contamos Falar da verdade humana. Colocar em um potinho. Queremos fazer com que as pessoas se percam nos mundos que criamos e aproveitem”, ressaltou.
A inspiração dele, inclusive, vem das experiências com seu pai, que faleceu há alguns anos. Tanto do aprendizado a ser um gamer e da cultura africana, como da necessidade de honrar o amor desta relação.
“Com esse jogo, é algo muito pessoal. Eu perdi meu pai dez anos atrás, e esse luto é o combustível para estarmos criando o que estamos. Explorando isso em um formato de game. A imersão vem do mundo fantástico de Tales of Kenzera. Muito inspirado pela mitologia africana. A iluminação vem da minha percepção do luto, que vai Além dos tais cinco estados que conhecemos. A razão para fazermos isso em um jogo é para que cada pessoa vivencie isso, ao invés de só me ouvir contar. E a inspiração é fazer com que cada vez mais pessoas contem histórias assim. Não necessariamente de luto, da África, mas que contribuam”, destacou.
Agora, como foi transformar-se de ator em dono de estúdio e criador de jogo? De onde veio o time de desenvolvedores? Simples: mensagens no Instagram.
“Tive essa ideia de Tales of Kenzera quando estava na África do Sul, filmando Raised By Wolves, e com Assassin’s Creed Origins, fiz algumas conexões, é claro. Mas fazer um time foi bem difícil. Acho que se eu não estivesse tão motivado e com esse foco para contar minha história, seria mais complicado. Mas eu estava tão focado que comecei a mandar DM para as pessoas, sendo honesto, explicando o que eu estava pensando. Seja para algumas pessoas que conheci ou que eu já tinha conhecimento do trabalho e admirava. E, felizmente, a grande maioria me respondeu positivamente, seja para formar esse estúdio, seja para indicar quem pudesse. Foi muito interessante”, disse.
Sobre o jogo, o pedido dele aos fãs é simples: explorem. O máximo possível. Porque tudo está conectado e tem um motivo em Tales of Kenzera: ZAU.
“Eu quero que as pessoas explorem tudo. Cada cantinho. E realmente se dediquem a isso. Dos elementos de combate aos colecionáveis. Tudo lá está linkado a algo que dá uma perspectiva diferente não só ao mundo do jogo como ao luto de um modo geral. E espero que as pessoas, quando terminarem, possam falar algo que eu também aprendi com essa jornada e esse sentimento: está tudo bem em não estar bem. Eu demorei pra aprender isso, tentando esconder minhas emoções, e é claro que ainda estou aprendendo hoje. Mas se eu tivesse aceitado que é normal, as vezes, não estar bem, talvez fosse um pouco mais fácil passar por isso”, completou.
Se Abu quer inspirar, ele também foi inspirado. Não só para Tales of Kenzera, mas para sua carreira em geral. Por quem?
“Acho que vindo em termos de storytelling, Ridley Scott e todo o seu time. A grande lição que tive foi de que tenho uma voz, de que posso compartilhar minha história, e de que não devo me desculpar ou preocupar com isso. Estamos aqui para nos divertir, então vamos nos divertir. Isso foi fundamental para me fazer estar aqui. E isso é fácil: qualquer um pode fazer”, revelou.
E um outro diretor com relação com a EA Originals também ajudou Tales of Kenzera a sair das ideias e se tornar um produto final.
“O Josef (Fares, de It Takes Two) é uma das pessoas que foram importantes demais disso. Mostrei pra ele um conceito inicial e na hora ele me falou: cara, você deveria falar com a EA. Um grande amigo meu, Josiah, trabalhava lá na época, ele sabia da minha visão para esse projeto, e eu tinha umas 15 pessoas na equipe. E também teve o Josef, que eu conheci por um contato em comum. Então, eu entrei em contato com os responsáveis pela EA Originals com meu Pitch. No meio do lockdown. Acho que foi tudo pelo Zoom, do mesmo jeito que nós estamos nos falando agora. Eles gostaram, entenderam a ideia, viram minha motivação em fazer, e tudo deu certo. É muito incrível trabalhar com eles porque eles são uma grande força na indústria, todo mundo conhece, dá uma validação. E, mais do que isso, nos deram liberdade, espaço para errar, refazer, evoluir, construir. Nos ajudaram a criar algo bonito. Foi muito bom, porque deixaram os artistas serem artistas. Se não fosse assim, talvez não estivéssemos aqui”, completou.
Tales of Kenzera: ZAU chegará a PlayStation 5, Xbox Series e PCs no dia 23 de abril de 2024.
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