Phantom Blade Zero terá vários níveis de dificuldade
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Paweł Sasko conversou com o MeuPS na gamescom latam e revelou que orientação na CD é valorizar os personagens
Personagens. Se você quer saber o que a CD Projekt RED considera como um dos grandes segredos de seus jogos, a chave está aí. É o que garante Paweł Sasko, diretor da empresa, que tem no currículo contribuições significativas para dois dos maiores projetos da companhia e da indústria dos games no geral, The Witcher 3 e Cyberpunk 2077.
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Em entrevista exclusiva ao MeuPlayStation na gamescom latam, o executivo frisou que uma coisa que ele acredita que seja um baita diferencial da sua equipe é o fato de ela se preocupar muito com o desenvolvimento dos personagens nas histórias que são contadas pela CD Projekt RED.
“Os personagens são as suas armas mais poderosas. Quando alguém pensa em um jogo, normalmente cita os personagens. Talvez não lembre de momentos exatos do enredo, mas lembra de quem participou daquela jornada. Sempre focamos muito nisso. Como podemos fazer um personagem ser autêntico? Sempre buscamos ter referências, seja de pessoas reais ou de outras indústrias. Em vários casos, as pessoas sacrificam personagens pelo enredo, mas nós pensamos realmente no personagem primeiro: como ele iria agir? Se algo faria sentido para ele, por exemplo. Acho que isso realmente é o nosso grande segredo, algo bastante especial”.
Segundo ele, outro ponto fundamental é que todos estejam cientes, desde cedo, exatamente do que se trata o jogo. Gênero e tema precisam ser de conhecimento da equipe logo no início do projeto. E, posteriormente, depois de o game estar no ar, um trabalho de revisão e pesquisa para ver se as intenções das quests bateram com o entendimento do publico.
“Nós aprendemos muito. Tudo o que estamos construindo agora para o futuro se baseia nos fundamentos, nos pilares que definimos depois de tudo isso. Definir gênero e tema muito cedo é um desses. Fizemos isso em Phantom Liberty, por exemplo, e deu muito certo. Todo mundo tem que saber como aquele projeto deve ser. Como o jogador deve se sentir. Isso ajuda demais. Sobre o trabalho de quests, fizemos muita pesquisa também de ver o que as pessoas estavam falando depois. Para ver se alcançamos nossos objetivos. Era isso o que queríamos passar? Se as reações baterem, foi tudo certo. O storytelling é crucial, e trazer essa emoção também é muito importante. É isso o que faz você lembrar de um jogo para sempre”.
Especialista em design de missões e história, Sasko é um grande apaixonado por seus jogos e pelo processo que leva até eles. E agora está à frente do próximo projeto ousado da CD Projekt RED: a tão esperada sequência de Cyberpunk 2077. O que será que ele está cozinhando?
No fim da entrevista, aproveitamos para fazer uma pequena brincadeira com o diretor da CD Projekt RED: um bate-bola rápido, onde ele tinha que escolher uma opção ou outra:
No fim das contas, deu pra perceber que ele tem uma “leve” preferência por Cyberpunk, né? Ele confirma: “Eu amo The Witcher, mas é como escolher entre dois filhos, ou duas mãos. É difícil sempre escolher. Mas, no fim das contas, como designer, Phantom Liberty eu acho que é a melhor história que já contamos”.
* Entrevista por Raphael Batista.
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