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Conteúdo leva agentes da Divisão de volta à Nova York com missões bem interessantes
The Division 2 Warlords of New York chegou na última semana com a promessa de ser uma atualização capaz de dar uma movimentada no mundo do game da Ubisoft, que estava um pouquinho quieto demais. É bem provável que o DLC até consiga fazer isso, mas a questão que precisa ser levantada é: por quanto tempo?
A impressão que o Meu PlayStation teve no preview desse conteúdo foi de que ele traria “novos e divertidos ares” para os agentes da Divisão. Agora, com sua versão completa, é possível já ter uma noção exata do quanto. E a sensação é de que esses tais ares são mais divertidos (para quem curte o gênero, claro) do que novos.
Se você curte The Division 2 e seguiu com ele nos últimos meses, ou mesmo que tenha até dado uma pausa, mas está ansioso por um novo conteúdo, certamente achará Warlords of New York bem legal. Porém, quem estava esperando grandes modificações pode ficar meio decepcionado. Resumidamente, ele é mais do mesmo.
O enredo de Warlords of New York é bacana. A Divisão volta à origem de tudo, NY, para ir atrás do seu antagonista desde o primeiro jogo: Aaron Keener. A ideia é mostrar que vários agentes renegados (Rogue) teriam saído da agência não por serem maus, mas por não gostarem de comportamentos duvidosos e corruptos de quem mandava nela.

A intenção é demonstrar que não existem bem e mal na história, mas sim uma área entre os dois, onde todos os envolvidos estão. O grupo de Keener tem quatro “bosses”, cada um com seu estilo de gameplay e um gadget diferente. Assim que vocês os derrota, consegue liberar esses gadgets para si próprio.
A ambientação do jogo está bastante “assustadora”. Enquanto o mapa do primeiro game se ambientava mais na região central de Nova York , a expansão de The Division 2 se concentra na parte sul da cidade. A destruição causada pelo vírus da Black Friday fez da área mais desenvolvida da cidade um local abandonado e disputado por facções sobreviventes.

O objetivo, no fim das contas, é derrotar o chefão e salvar a Big Apple novamente. Nenhuma grande novidade aí, mas a história é bacana e consegue te prender por um tempinho, apesar de não ser das mais longas. Após concluir a campanha da expansão, o jogador pode voltar a Washington, palco do jogo base, para as atividades end-game.
Em termos de gameplay, também não há grandes modificações assim. Temos esses novos gadgets, talentos nos equipamentos e uma forma mais simples de subir de nível e personalizar o personagem. Entretanto, quando o jogo começa em si, é o mesmo The Division 2 de sempre, com seus acertos e erros.

Todas as transformações promovidas na expansão Warlords of New York tornaram a progressão mais clara e fizeram os equipamentos mais efetivos na build pretendida pelos agentes. O objetivo era deixar o sistema mais próximo do RPG do seu antecessor, e isso foi feito muito bem.
Além disso, o level máximo subiu de 30 para 40 – e quem ainda não tinha chegado no 30 pode pular para ele assim que iniciar o DLC. E, sim, mesmo com tantas modificações e melhorias, ele continua sendo um título meio repetitivo, onde o grind será necessário para obter equipamentos melhores e deixar seu personagem cada vez mais forte. É o core da experiência.

Um destaque que merece ser elogiado é a construção de cada boss fight. Você tem que investigar determinados locais e buscar pistas ao redor da cidade até chegar ao local onde ele está escondido. Aí, é preciso passar por vários aspectos do nível até, de fato, chegar à batalha final. O level design é bem interessante, variado, e há muitas particularidades de acordo com o personagem.
O que ainda incomoda é que, como falamos em nosso preview, os bugs seguem presentes em alto número. O pop-in de elementos visuais no cenário é visível (apesar de a ambientação ser incrível), há personagens voando pelo cenário, momentos em que mirar faz seu boneco andar sozinho e por aí vai… Mas, sinceramente, não é nada que os fãs de The Division 2 já não saibam, certo?
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