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Mascote, por definição, é uma pessoa, coisa ou animal que pode ser considerado em alta estima pelo dono, ou mesmo, representar um símbolo de sorte e sucesso para quem o possui.
Sendo assim, geralmente os mascotes aparecem espontaneamente, seja por algum acontecimento importante ou pelo aparecimento de alguma figura que prenda mais a atenção e que estabeleça aquela identificação especial.
A identificação pode ser com uma pessoa, uma equipe ou uma empresa, que passa a ter um símbolo para transmitir um pouco de personalidade.
Assim, já que empresas também podem ter seus mascotes, qual seria o mascote da PlayStation? Será que algo foi pensado sobre isso desde o início da empresa? Ou surgiu algo mais forte durante seu desenvolvimento?
A resposta talvez seja um dos principais indícios de que as coisas, por vezes, acontecem de forma diferente daquelas que planejamos ou, pelo menos imaginamos.
Foi lá em 1995 que essa história de mascote da PlayStation teve início, com uma equipe de designers trabalhando em um projeto especial que pudesse transparecer a personalidade da empresa e que servisse de companhia aos jogadores do novo console no mercado.
O resultado ficou conhecido como Polygon Man (Homem Polígono). Uma figura representada por uma cabeça flutuante, em 3D, composta por polígonos que o dava um ar moderno e pixelado, como na maioria dos jogos lançados a partir de então.

A proposta, apesar de ter seus aspectos interessantes, parece não ter caído no gosto do público gamer e nem no da empresa. Não houve aquela conexão sentimental com o “mascote“, pois outras figuras chegaram mais rápido ao coração dos jogadores.
Foi o caso do Crash Bandicoot, que talvez hoje seja considerado o mascote moral da PlayStation desde seu lançamento, já que foi um dos games mais representativos daquela plataforma inovadora na década de 90.
Mesmo não sendo um personagem de propriedade da Sony, por assim dizer, Crash pode estar no mesmo patamar que outros personagens como Mario e Sonic, para Nintendo e Sega, respectivamente, por exemplo, sendo ligado diretamente à PlayStation.
Tudo bem. Crash assumiu o posto por aclamação. Mas, o que aconteceu com o Polygon Man? O mascote, mesmo estando em propagandas do videogame no lançamento, principalmente no Japão, foi “demitido” pelo presidente da Sony, que não gostou de seu visual.
Assim, relegado ao ostracismo, Polygon Man ficou guardado nos arquivos da Sony. Mas ainda que sua passagem tenha sido rápida, foi suficiente para que, em 2013, fosse homenageado no game PlayStation All Stars, no qual teve uma participação no modo Battle Royale.

Essa foi a curta trajetória de quem poderia ter sido um dos ícones da PlayStation, mas infelizmente (ou não) não conseguiu alcançar a fama almejada, mas que possui seu lugar registrado na história da empresa.
Mas e hoje? Será que o tempo de afastamento de Crash pode ter dado espaço para outros concorrentes ao posto de mascote da PlayStation? Deixe aqui sua opinião.
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