Rise of the Ronin chega hoje (15) ao PS Plus Extra e Deluxe, mas não no Brasil
Rise of the Ronin vai chegar sem custo para os assinantes do PS Plus. Ainda hoje. Só que não no Brasil.
Estúdio de Quantum Break e Alan Awake explica que jogos focados em narrativas single-player custam muitos milhões, mas muitas vezes não oferecem o retorno esperado.
Os jogos single-player despertam paixões por suas histórias e enredos bem elaborados, que prendem, de maneira clássica, os jogadores na frente de seus consoles e monitores.
Mas a indústria de games passou a levantar, nos últimos tempos, um debate sobre a viabilidade desse modelo de jogos, que, devido a evolução técnica de produção, acabaram tendo um custo muito mais alto para as produtoras.
Essa foi uma das justificativas usadas pela Electronic Arts para o fechamento da Visceral Games, uma de suas subsidiárias dedicadas ao desenvolvimento de títulos exclusivamente single-player.
Fato que causou um choque, principalmente pela receptividade dos fãs desse tipo de game e também por conta dos fãs de Star Wars, que seria o tema o jogo que vinha sendo trabalhado pela Visceral.
Nesse sentido, a alternativa encontrada por outros estúdios foi adaptar-se ao que o mercado julga importante, inclusive quando produtores, varejistas e jogadores conversam sobre investimento e longevidade dos games.
Esse é o caso da Remedy Entertainment, uma empresa especializada em games solos, que precisou rever alguns conceitos para valorizar sua sustentabilidade e competitividade junto as demais produtoras do ramo.
Assim, Tomas Puha, diretor de comunicação de Remedy, explicou que “a única constante nessa indústria é a mudança“, sendo um fator primordial para as empresas, que precisam se adaptar aos custos de produção, além da alta expectativa dos usuários.
Com isso em mente, a Remedy investirá, em seu próximo projeto, no desenvolvimento de um modo multiplayer para seu novo jogo, que trará uma experiência importante para os profissionais para o futuro.
A verdade é que a tradicional experiência AAA single-player é simplesmente muito cara de desenvolver. O nível de expectativas dos jogadores é muito alto em termos de longevidade do jogo, o tipo de funcionalidades que tem, o quão bons são os valores de produção. – afirma Puha.
De acordo com o estúdio, no momento, seus desenvolvedores estão trabalhando na compatibilização das suas tecnologias para o PlayStation 4, em especial o motor gráfico Northlight, o mesmo utilizado na criação de Quantum Break, lançado para Windows e Xbox One em 2016.
A Remedy também está trabalhando em um projeto de codinome P7. A estratégia da empresa é lançar o jogo em uma ampla gama de plataformas, razão pela qual está desenvolvendo sua tecnologia Northlight também para o PlayStation 4.
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