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Dune: Awakening
Dune: Awakening

Dune: Awakening: vale a pena?

Dune: Awakening chega ao PS5 com seus principais atrativos bem definidos: uma introdução envolvente, ambientação incrível e sistemas variados de progressão e exploração. A novidade mais importante, claro, é o modo single player completo, que permite descobrir Arrakis no seu próprio ritmo e ajustar as exigências da sobrevivência, sem aquela exigência enorme do jogo multiplayer online.

Depois da estreia no PC em junho de 2025, o jogo da Funcom desembarca nos consoles com o conteúdo e as melhorias acumuladas desde então. PvP opcional, reformulação das atividades avançadas e ferramentas para preservar bases e veículos tornam a proposta mais acessível. A coleta continua exigindo dedicação, mas agora há mais liberdade para decidir como enfrentar essa jornada.

Embora tenha sido anunciado originalmente como um MMO, Dune: Awakening é melhor compreendido como um jogo de sobrevivência em mundo aberto. Construção, fabricação de equipamentos e administração de recursos sustentam a experiência, enquanto a narrativa e a exploração oferecem motivos para continuar. Agora, parece que temos a versão definitiva da adaptação do mundo cinematográfico de Denis Villeneuve.

Lisan Al Gaib?

A história de Dune: Awakening parte de uma mudança decisiva no universo de Frank Herbert: Paul Atreides nunca nasceu, os Fremen desapareceram e a disputa pelo controle de Arrakis tomou outro rumo. Nesse cenário, o jogador assume o papel de um agente enviado pelas Bene Gesserit para investigar o destino dos habitantes do deserto, envolvendo-se nos interesses das Grandes Casas e da Guilda Espacial. A busca conecta sobrevivência, intrigas políticas e os mistérios do planeta, dando um propósito à exploração além da obtenção de recursos.

Dune: Awakening

Com os cinco atos do Livro Um reunidos na versão de PS5, a narrativa oferece um arco completo e funciona como um incentivo para avançar, especialmente para quem quer descobrir uma perspectiva diferente sobre Duna sem apenas acompanhar os acontecimentos dos filmes. E a introdução a tudo isso é um dos maiores acertos do jogo, porque convida você a fazer parte deste mundo tão incrível e explorá-lo. Com direito a um sistema de personalização bem legal para você criar o seu personagem do jeitinho que quiser.

O começo apresenta os perigos do planeta, estabelece a vulnerabilidade do personagem e desperta curiosidade sobre o universo ao redor. Aprender a sobreviver faz parte desse envolvimento, com objetivos que ajudam a compreender as regras de Arrakis. A ambientação dá força a tudo isso. O calor, a escassez de água, as formações rochosas e os vermes de areia tornam o cenário reconhecível e ameaçador. A identidade de Duna aparece nas decisões do jogador, na preparação das expedições e no uso de tecnologias características desse universo.

A exploração também se beneficia da escala e da verticalidade dos ambientes. Penhascos e desfiladeiros oferecem obstáculos que mudam de importância conforme novas ferramentas são desbloqueadas. Motos de areia e ornitópteros ampliam o alcance das viagens e tornam a evolução perceptível. Esse vínculo entre progressão e descoberta está entre os pontos mais fortes. Melhorar equipamentos, desenvolver habilidades e ampliar a base abre possibilidades concretas. Há uma satisfação em conseguir os recursos necessários para alcançar um lugar antes perigoso ou encarar uma atividade que parecia distante.

As especializações aprofundam esse desenvolvimento com cinco vertentes: combate, criação, coleta, exploração e sabotagem. Os aprimoramentos de equipamentos complementam as escolhas, permitindo investir no estilo de jogo preferido. A variedade ajuda a manter objetivos além da simples obtenção de uma arma mais poderosa. O single player valoriza essa estrutura. Toda a jornada pode ser aproveitada individualmente, incluindo o Deserto Profundo e o Landsraad, cuja rivalidade entre facções é simulada. No modo solo, o mapa do Deserto Profundo não passa pela reinicialização periódica que apaga construções na experiência online.

Dune: Awakening

Há três dificuldades predefinidas e configurações manuais para aspectos como coleta, ganho de experiência, durabilidade e consequências da morte. A possibilidade de ajustar essas exigências é especialmente relevante para quem quer dedicar mais tempo à exploração e à história. Essa liberdade ajuda a enfrentar o maior risco da proposta: o desgaste provocado pela rotina. Buscar materiais, fabricar componentes e organizar estoques são atividades essenciais, mas podem interromper o ritmo quando se acumulam. A preparação funciona melhor quando valoriza a próxima expedição, sem fazer cada avanço parecer uma lista de obrigações.

Existe também uma tensão entre o interesse pela narrativa e o tempo dedicado à sobrevivência. Arrakis desperta curiosidade por seus mistérios e conflitos, enquanto os sistemas exigem atenção constante aos recursos. Quem chega principalmente pela história precisa aceitar que boa parte da jornada será ocupada por essas tarefas. E quando chegar a hora do combate, ele também não vai ser o mais divertido do mundo. Pode ser bem exigente e cansativo, inclusive.

Arrakis ainda melhor

Para quem prefere o multiplayer, a mudança decisiva é o PvP completamente opcional. O Deserto Profundo tem instâncias separadas para PvE e PvP, e todo o jogo pode ser aproveitado sem enfrentar outros jogadores. As áreas competitivas oferecem mais recursos como recompensa pelo risco. É uma decisão acertada. A disputa permanece disponível para quem a procura, enquanto exploração e desenvolvimento deixam de depender da disposição para entrar em confrontos. Os destroços de naves na Bacia de Hagga também passam a ser exclusivamente PvE, facilitando o acesso aos materiais encontrados nesses locais.

Dune: Awakening

O Landsraad recebeu uma reformulação igualmente relevante. As entregas de recursos deram lugar a missões de combate, criação, coleta, exploração e sabotagem. As atividades rendem recompensas e contribuição para Atreides ou Harkonnen, oferecendo diferentes maneiras de participar da disputa entre facções. Novas regiões, armas e estações de testes ampliam o conteúdo. Estas últimas apresentam chefes com dificuldade escalável e recompensas melhores nos desafios mais exigentes. São objetivos que ajudam a dar propósito à evolução nas etapas avançadas.

A preservação do progresso também melhorou. Os impostos de manutenção foram removidos, e ferramentas permitem reconstruir bases salvas e recuperar veículos destruídos dentro de determinadas condições. As estruturas ainda precisam de energia para evitar danos climáticos, mas os contratempos pesam menos sobre o tempo investido. Mudanças menores complementam o pacote, como a redução da perda de durabilidade, o aumento do armazenamento e a viagem rápida pelo mapa regional sem consumo de água ou combustível. Em um jogo com tanta preparação e deslocamento, essas facilidades têm impacto na rotina.

No PS5, temos interface e controles adaptados, além dos modos Desempenho e Qualidade, com alvos de 60 e 30 quadros por segundo, respectivamente, mas sem cross-play com PC ou Xbox, ainda sem data confirmada para a integração completa. Personagens do single player permanecem separados do multiplayer, e parte das opções adicionais de construção pertence a DLCs pagos.

Dune: Awakening

A versão reúne novidades adicionadas desde a estreia no PC, incluindo regiões como Smuggler’s Run, Blushing Caverns, Old Quarry, Tsimpo e Wind Pass. Há seis novas estações de testes com chefes e dificuldade escalável, além das armas Pyrocket e Dual Blades e de equipamentos de nível Plastanium. As especializações permitem investir em combate, criação, coleta, exploração e sabotagem, enquanto os aprimoramentos levam equipamentos do grau 0 ao 5, complementando essas escolhas. Novos cosméticos ligados às Casas ampliam a personalização, e DLCs pagos acrescentam peças de construção.

O pacote também inclui novos contratos e encontros, mais opções para alterar a aparência do personagem, recompensas reequilibradas, menor desgaste dos equipamentos e armazenamento ampliado. A viagem rápida pelo mapa regional deixa de consumir combustível ou água, reduzindo parte da burocracia das expedições. Para depois do lançamento, a Funcom prevê uma atualização gratuita com a Calota Polar ainda em 2026, trazendo um bioma gelado, novas mecânicas de sobrevivência e histórias, além de cosméticos relacionados ao filme Duna: Parte Três. São adições futuras, que não integram o conteúdo avaliado.

Dune Awakening: vale a pena?

Dune: Awakening encontra sua força na descoberta de Arrakis e na satisfação de conquistar autonomia em um ambiente hostil. A introdução, a ambientação e os diferentes caminhos de progressão sustentam uma experiência atraente, embora a repetição possa comprometer o ritmo. O single player é o principal diferencial dessa chegada ao PS5.

Ao oferecer uma jornada completa e ajustável, amplia o público de um jogo que exige tempo, mas também recompensa curiosidade e planejamento. Para fãs de sobrevivência e do universo de Duna, há bons motivos para explorar esse deserto. É tudo uma questão de gosto e adaptação. Ficar coletando recurso, construindo base, explorando e tudo mais pode ser extremamente divertido para alguns e entediante para outros.

Mas, dentro do que se propõe, está elaro que Dune: Awakening é muito, muito bom. E, sem dúvidas, a versão para PS5, com todos os ajustes realizados, é a experiência definitiva neste incrível mundo de Arrakis.

Veredito

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Ficha Técnica

Desenvolvedor

FUNCOM

Consoles

PS5

Jogadores

1

Vantagens do jogo Dune: Awakening

Vantagens

  • Introdução bem construída e envolvente
  • Ambientação marcante e fiel à identidade de Duna
  • Exploração conectada a sistemas variados de progressão
  • Single player completo, com dificuldade personalizável
  • PvP opcional e melhorias na preservação do progresso
Desvantagens do jogo Dune: Awakening

Desvantagens

  • Coleta e fabricação podem se tornar repetitivas
  • Administração de recursos pode desacelerar a aventura

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capa do jogo Dune: Awakening

Jogo

Dune: Awakening

Autor

foto do author do artigo Thiago Barros

Thiago Barros

Editor-Chefe

Dez anos de MeuPlayStation, 18 de jornalismo e produção de conteúdo. Muitas histórias para contar e muitos jogos para jogar!

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