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Entre altos e baixos, franquia de survival horror da Capcom estabeleceu não apenas uma evolução, mas padrões altos especialmente para remakes
Ao longo dos últimos anos, a série Resident Evil estabeleceu seu posto de liderança como referência no cenário de horror de sobrevivência. E mesmo com altos e baixos, a franquia seguiu com uma consistência notável, especialmente quando começou a apostar em remakes de jogos clássicos.
Pensando nisso, preparamos uma matéria especial com o ranqueamento dos principais jogos da série. Confira abaixo a lista do pior ao melhor, segundo o Metacritic.

Seguindo um estilo de jogos de ação dos jogos anteriores, o game eleva a intensidade para um nível ainda maior, proporcionando uma experiência contínua que parece um blockbuster, tanto na jogabilidade quanto na narrativa.
O título possui momentos marcantes e evidencia características únicas. No entanto, ele acabou recebendo críticas pesadas, especialmente por se afastar do estilo raiz de terror de sobrevivência que fez a série ser o que é.
Essa aposta dividiu opiniões entre os fãs. Porém, mesmo com esses aspectos negativos, o sexto game da franquia atingiu um status cult e tem um destaque especial para o modo cooperativo. A batalha entre inovação e manter a essência original faz com que ele seja considerado o “patinho feio” da franquia.

Revelations 2, apesar de ter inimigos legais e quebra-cabeças inteligentes, não traz nada de revolucionário para a franquia. A decisão da Capcom pelo formato episódico gerou opiniões mistas, deixando muitos fãs desconfiados se era uma jogada de marketing em vez de uma tentativa real de melhorar.
Mesmo sendo a primeira experiência da franquia para muitos, o jogo enfrenta uma competição pesada dos seus predecessores, que oferecem conceitos superiores. Felizmente, o título possui uma jogabilidade divertida, bem como uma história com elementos essenciais para o desenvolvimento da série.

O game fecha a era do PlayStation original e é mais lembrado pelo seu vilão principal: Nemesis. Praticamente imparável, o vilão confere um ar assustador e traz boas sensações de desespero, já que não dá para derrotá-lo do jeito convencional. A maior parte do tempo, a sua melhor saída é correr feito louco.
Apesar dessa adição do perseguidor, o remake de 2020 não agradou muita gente, principalmente por cortar bastante conteúdo do clássico do PS1. A campanha super curta deixa um impressão de “é só isso?”, mas o game conseguir divertir quem busca uma jornada menos intensa e cansativa.

Revelations foi lançado nos primeiros tempos do Nintendo 3DS e chamou a atenção de quem possuía o portátil. O cenário tenso e a mistura de terror clássico com tiroteio fizeram sucesso, com muitos sustos e inimigos bizarros.
Claro, houve uns contratempos, como a jogabilidade inconstante e os controles esquisitos no 3DS. Essas questões melhoraram com o Circle Pad e o jogo indo para outros consoles, mas ainda assim, questões técnicas e de consistência impediram que ele fosse tão bem recebido quanto podia ter sido.

Resident Evil Zero trouxe algumas mudanças interessantes para a jogabilidade. A mais notável foi você controlar dois personagens de uma vez, com a possibilidade de trocar entre a Rebecca Chambers e o Billy Coen na hora que quisesse.
O título também inclui um sistema de largar itens no chão, que facilitava bastante durante o gerenciamento do inventário. Essas novidades foram vistas com certa desconfiança pelos fãs, mas o jogo brilhou explorando as origens do vírus e contando o passado misterioso de Coen.

O quinto game da franquia de terror, seguindo a linha de ação de RE4, deu um grande salto em relação aos componentes cinematográficos. O estilo de filme de ação exagerado é incorporado tanto na jogabilidade quanto na história, criando alguns momentos bem marcantes.
Mas, claro, nem tudo são rosas. A crítica mais forte vai para a representação do cenário africano, que não foi bem recebido pela comunidade. Outro ponto é a ausência de elementos de terror, tanto pela segurança conferida através do cooperativo quanto pelas situações absurdas e cômicas da campanha.

Village continua a saga de Ethan, introduzido em biohazard, e mantém o estilo em primeira pessoa. Porém, o game consiste em um verdadeiro salto gráfico, com mais detalhes incorporados em cenários e nos vilões inspirados em clássicos filmes de terror.
Às vezes, algumas cenas acabam exagerando na ação — ritmo bem mais intenso em comparação com o game anterior —, mas o título soube equilibrar bastante entre momentos realmente apavorantes e de tiroteio.

Depois da experiência negativa no sexto game da franquia, muitos fãs ficaram em dúvida sobre o futuro da série. Felizmente, biohazard foi um alívio para quem estava com um pé atrás e soube reunir muito bem os elementos de jogos clássicos em um estilo de terror mais raiz.
Além de trazer visão em primeira pessoa, o game se destacou pela atmosfera pesada e ameaçadora. Com muitos jumpscares e momentos de fazer cair o queixo, RE7 desenrolou, de forma inteligente, vários eventos-chaves para a história de toda a saga.


Considerado por muitos fãs como o melhor remake da franquia, Resident Evil 2 entregou tudo que os jogadores mais otimistas estavam pedindo. Ótimas interações com o perseguidor, batalhas contra chefes intensas e um tempo de campanha satisfatória consolidaram o game como uma excelente pedida.
Além disso, a Capcom incorporou sólidas melhorias de jogabilidade, especialmente se comparada ao gameplay da versão original. Ótimas modelagens de personagens, dublagem e construção do level design podem ser destacados em um título com alto fator replay.

Lançado em 2002 para GameCube, o remake do primeiro RE é um verdadeiro deleite visual. Jogabilidade, gráficos, dublagens e uma série de inovações chamaram a atenção, atraindo tanto veteranos quanto o público que nunca jogou a série.
Além disso, ele trouxe uma tonelada de conteúdos inéditos e a possibilidade de utilizar os controles originais, inspirados em uma movimentação de duplo analógico no mesmo sistema de câmera fixa.

Diferentemente do remake, o clássico RE3 é uma aventura muito mais sólida, que utiliza os mecanismos do jogo anterior e os eleva a patamares aprimorados. O perseguidor Nemesis também faz sua estreia como um grande antagonista, responsável por momentos de tensão e por bons confrontos.
A Capcom trouxe muitas melhorias através de seu motor gráfico, dando um upgrade nos visuais dos personagens e na renderização em 3D de Racoon City. Além disso, o gameplay se tornou mais suave e preciso, com renovações pontuais e muito bem-vindas.

O pontapé inicial da franquia também é classificado como um dos melhores jogos de terror e sobrevivência. O título introduziu grandes estereótipos do gênero para os games, mostrando que, mesmo sob limitações, seria possível criar uma experiência cinematográfica.
O jogo de 1996 também desenvolveu o conceito de pós-apocalipse, algo muito utilizado no cinema, mas pouco abordado pela indústria de jogos eletrônicos. Além disso, os esquemas de câmeras e de controle foram revolucionários para a época e colocaram o PlayStation como um console à frente de seu tempo.

Game mais recente da franquia, RE4 Remake é um sucesso absurdo de vendas e de críticas e já aparece entre um dos melhores jogos de 2023. Baseado em um título já bastante popular e atemporal, o projeto da Capcom consegue melhorar em tudo o que já era muito bom.
Jogabilidade aprimorada, horas e horas de conteúdos adicionais, otimizações na inteligência artificial dos inimigos e alguns ajustes na trama tornaram a experiência ainda mais coesa. E para melhorar, Ashley aparece em sua versão mais competente.

No pódio, um dos destaques vai para o eterno CODE: Veronica, um dos jogos mais pedidos para os fãs da franquia quando se trata de um novo remake. Inicialmente apresentado como um derivado, o game foi naturalmente introduzido ao cânone e se tornou uma espécie de clássico cult.
Com mudanças notáveis na jogabilidade, o título também incorporou ambientes renderizados em 3D, novo sistema de câmeras, mecânica de disparo duplo e menos punições durante a morte. E mesmo com problemas em animações e expressões faciais, o game foi um verdadeiro salto para a sua geração.

Para muitos, Residente Evil 4 é um dos melhores jogos já feitos. O game estabeleceu o conceito de câmera over-the-shoulder, permitindo que vários gêneros se aproveitassem do sistema de jogabilidade. Porém, foi na profundidade narrativa que ele mais se destacou.
O título de 2005 trouxe uma história densa, com novos elementos para a franquia e vilões ainda mais assustadores. Além disso, a Capcom implementou um vasto arsenal de armas, uma grande variedade de monstros e uma mecânica de cooperação que conversou muito bem com o contexto da trama.
E para você, qual o melhor jogo da franquia Resident Evil? Comente!
Fonte: Dual Shockers
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